sexta-feira, 3 de abril de 2009

Há muito que queria partilhar experiências que, para mim, pareciam insólitas.
Num mundo onde a discriminação e a injustiça nos persegue desde a tenra idade...
Se a família ou nome não for objecto de escolha ou de exclusão, somos todos alvos no momento em que pomos os pés na escola. A instituição escolar tem tido a função de separar classes e de acentuar as suas diferenças, ainda não nasceu a escola perfeita, que para mim é aquela que conseguir integrar todos os pequenos cidadãos sem lhes recusar todas as oportunidades que, neste momento, só alguns têm.

3 comentários:

  1. Se interrogarmos os pais sobre o que acham da escola actual, as suas opiniões são divergentes, quer pondo a tónica nas relações professor/aluno e o ambiente vivido na escola, quer nas aprendizagens. No entanto, perante a nossa experiência como educadores, achamos que há pessoas que consideram a escola de hoje como uma instituição incompetente, para a função que se propõe desempenhar.

    Apesar de tudo, cabe à escola colaborar com a família. Hoje, mais do que nunca se vem defendendo a escola como um núcleo do qual devem tomar parte co-responsavelmente pais e professores, envolvendo também todos os agentes culturais e educativos do meio em que a escola e as famílias estão inseridas.

    Consideramos importante esta cooperação, pois sem ela, pensamos mesmo, a escola não faz sentido.

    Por outro lado, a massificação do ensino, introduzindo na escola uma diversificação cultural imensa, a rápida evolução (e consequente desactualização) da informação científica e tecnológica, a concorrência poderosa e eficaz do mundo audio-visual na transmissão de conhecimentos são factores que têm obrigado a escola a uma adaptação permanente.

    Na sociedade actual, a escola é uma instituição social que, para além da transmissão de conhecimentos, deve promover a socialização das crianças/jovens, cumpre o seu papel de instituição de moratória social mas sobretudo deve assumir-se como estimuladora de capacidades.

    Sendo a sociedade actual uma sociedade em mudança, a escola deve promover uma educação aberta, tanto ou mais que uma instituição especializada, no sentido de formar pessoas capazes de pensar, de tomar decisões, de procurar informação, de a seleccionar, de desenvolver o espírito crítico, promover formas de trabalho em que haja discussão de alternativas, confronto de opiniões, entre-ajuda, enriquecimento mútuo.

    ResponderEliminar
  2. O inadaptado social, problema actual que merece alguma atenção, é um termo confuso porque nele tanto cabe o extravagante, como o delinquente, o neurótico como o psicotata, o doente ou o deficiente físico, e é também confuso porque o caso de desadaptação social puro não existe e só se manifesta em função dos seus défices e reacções afectivas. O prejuízo básico e causa definidora da actuação do inadaptado é a redução da sua capacidade de eleição de soluções e a eficácia diminuída das mesmas, de tal forma que não é livre e sente uma restrição de liberdade nas suas situações.
    “A socialização é o processo de aprendizagem dos costumes e regras da sociedade e é obtida por intermédio das pressões para o conformismo. O bebé recém-nascido, na melhor das hipóteses um pequeno e inocente hedonista, na pior uma amálgama de instintos freudianos, é lentamente transformado num membro conformista da sociedade. O indivíduo abandona, lenta mas seguramente, a sua independência pessoal e a socialização continua, ensinando-lhe como e quando deve comer, onde e quando urinar e defecar, como interagir com as outras pessoas e por aí adiante. Finalmente, emerge o adulto maduro, alguém que aprendeu tão bem essas lições, que é capaz de se conformar com a precisão instintiva de um pombo-correio. (...) Quem estabelece o ritmo na sala de aula? Quem marca o compasso da marcha em uníssono dos elementos de turma? Em larga medida são as normas da sociedade em geral. Afinal, a maior parte dos alunos e dos professores foram socializados numa cultura comum. (...) Quem marca o ritmo? Toda a sala, dentro do contexto da situação social mais ampla, marca o seu próprio ritmo e, cada membro individual participa no processo.
    (...) Por vezes, a influência do grupo actua no sentido de melhorar o desempenho do indivíduo (facilitação social); outras vezes, no sentido de diminuir esse desempenho (inibição social). Trabalhar numa situação de grupo pode levar ao aumento dos sentimentos de competência e ansiedade. O desempenho do aluno pode ser facilitado pela influência do grupo quando a motivação do aluno é relativamente fraca e a tarefa não é excessivamente intelectual.” – Norman A. Sprinthall, Richard C. Sprinthall, Psicologia Educacional.

    ResponderEliminar
  3. http://www.youtube.com/watch?v=ylWeFvxXgA4&feature=related

    ResponderEliminar