terça-feira, 19 de maio de 2009
Hoje fui ao neurologista
sábado, 18 de abril de 2009
Vida de imigrante
Há algum tempo que emigrei. Vim, com o meu companheiro, para o norte da Europa à procura de uma vida melhor. Não interessa agora o país. Penso que isto deve passar-se um pouco em todo lado.
Inicialmente parecia difícil arranjar trabalho. Ninguém nos conhecia e referências nossas vinham do sul. Depois de arranjar o primeiro trabalho começou a ser mais fácil encontrar outros e mais.
Já tinha ouvido dizer que era preciso ter cuidado em assinar um documento escrito numa língua para nós desconhecida. Também ouvi dizer que haviam empresas que quando queriam despedir um funcionário estrangeiro que ainda não dominasse o dialecto, os fariam assinar um documento como se fossem os funcionários a despedirem-se da empresa. Duvidei que fosse comum, até um dia em que fiquei de cama e recebi um telefonema. Pensei que quisessem saber como estava, o que tinha, se estava melhor e quando poderia retomar o trabalho. Mas ouço do outro lado do telefone: “isto não pode continuar. Vais escrever uma carta ou um mail a dizer que não podes vir trabalhar”. Nesse momento passaram-me vários avisos. Já me tinham dito que sempre que alguém não pode ir trabalhar por motivo de doença deveria frisar bem que se encontrava doente. Respondi, então, que se pudesse ia trabalhar, mas que de momento estava doente. “então depois diga-nos alguma coisa, assim que se sentir melhor”.
“O mundo é uma selva” sempre ouvi dizer.
Anónimo
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Doença e emprego
Há uns meses atrás arranjei um emprego, perto de casa e com horário flexível. Mas, quando fiquei doente e informei a minha chefe, uma semana após ter iniciado actividade, ela não acreditou em mim e quis que eu fosse trabalhar.
Fui ao médico. Disse-lhe que tinha dores na coluna e ele receitou-me uns anti-inflamatórios, pensou que fosse apenas dores musculares e, que, daí uns dias eu me sentisse melhor.
Resolvi ir para o trabalho enquanto estava a ser medicada, pois não queria perder o emprego. Tive uma conversa com a minha chefe que me disse para trabalhar com calma. Fui trabalhar, nesta situação, três dias. Mas no terceiro dia só fiquei meio tempo. No dia seguinte não estava melhor, nem mesmo na semana seguinte.
Voltei ao médico e informei a empresa sobre os novos resultados. Tenho um disco vertebral danificado. Tenho tido sessões de fisioterapia e não sei o tempo de recuperação. Na semana seguinte, um mês após ter iniciado actividade nesta empresa, recebi uma carta a desejar-me sorte a informar-me de que a empresa não estava mais interessada em mim.
Suzi
domingo, 5 de abril de 2009
Preconceitos e discriminação
Para trabalhar somos discriminados pela idade, nacionalidade e aparência e não acaba aqui. E se alguém ficar doente no início de um contrato é quase certo ser despedido; isto também se aplica a uma mulher que engravide.
Parece que não estamos no melhor caminho. Que tipo de pessoas e de sociedade teremos amanhã?
Suzi
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Num mundo onde a discriminação e a injustiça nos persegue desde a tenra idade...
Se a família ou nome não for objecto de escolha ou de exclusão, somos todos alvos no momento em que pomos os pés na escola. A instituição escolar tem tido a função de separar classes e de acentuar as suas diferenças, ainda não nasceu a escola perfeita, que para mim é aquela que conseguir integrar todos os pequenos cidadãos sem lhes recusar todas as oportunidades que, neste momento, só alguns têm.